Documento executivo Diretoria & RH Abril 2026

Formalização da Área de Funding

A CAPREM entra em um ciclo de maior complexidade financeira — mais operações ativas, novas estruturas em andamento e necessidade crescente de coordenação entre bancos, clientes e controles internos. A nova área de Funding nasce para dar foco, donos e rotina ao que mais impacta caixa, risco e crescimento.

4
CRIs ativos
2
Planos Empresário ativos
2
Novos CRIs em fechamento
1
FII em desenvolvimento
2
Novas estruturas futuras
Por que formalizar agora

O problema que o desenho resolve

Sem formalização, o Funding segue como um conjunto difuso de tarefas, excessivamente centrado no gerente, dependente de terceiros e vulnerável a ampliação informal de escopo.

01

Mistura excessiva entre estratégia, operação, atendimento, controle e relacionamento.

02

Baixa clareza de responsabilidades entre os integrantes do time.

03

Risco de perda de prazo em operações financeiras por falta de dono claro.

04

Dependência elevada de assessoria externa e correspondente bancário.

05

Pouca previsibilidade na transformação da carteira em caixa.

06

Fragilidade na consolidação de dados, indicadores e visão gerencial.

Missão

O que a área existe para fazer

Garantir previsibilidade de caixa, qualidade de crédito e governança das operações financeiras da CAPREM — pela estruturação de novos fundings, pela gestão disciplinada dos fundings ativos, pela conversão da carteira em caixa via repasses e pelo monitoramento da saúde dos clientes.

Papel da área

Organizar, coordenar e acompanhar os fluxos que mais impactam a geração de caixa, a qualidade do crédito, os repasses de clientes, a estruturação e manutenção de operações financeiras e o relacionamento com agentes financeiros e estruturadores.

Não é

Executora universal de qualquer demanda correlata a finanças. Um depósito de pendências. Uma área que absorve escopo por ausência de outras.

É

Dona do processo, da cadência e da leitura gerencial do seu escopo. Responsável pela coordenação, priorização, controle, relacionamento e evolução dos temas sob seu domínio.

Princípios do desenho

Cinco diretrizes que organizam a proposta

01
Foco no que gera caixa, reduz risco e sustenta crescimento
Prioriza o que mais impacta liquidez, conversão e segurança financeira.
02
Núcleo interno forte com apoio externo especializado
O conhecimento crítico não pode permanecer indefinidamente fora da empresa.
03
Internalização progressiva das competências críticas
Custo da assessoria e do correspondente bancário incomoda; a empresa busca autonomia.
04
Controles, dados e rotina gerencial acima de soluções improvisadas
A área só ganha escala com base, rito, indicadores e rastreabilidade.
05
Clareza de responsabilidades entre estratégia, operação e controle
Sem isso, o time se confunde e o gerente vira concentrador de tudo.
Estrutura central

Os quatro pilares

A estratégia foi reorganizada em quatro pilares que conectam o dia a dia da área aos grandes resultados esperados. Cada pilar tem objetivo, abrangência e donos claros.

01Novos Fundings
Contratações · Negociações · Diligências

Viabilizar novas estruturas financeiras para sustentar obras, apoiar o crescimento e aliviar caixa — com boa condução técnica, relacional e documental.

Abrangência

  • Novos CRIs
  • Novos Planos Empresário
  • FII
  • Negociações com bancos, fundos, securitizadoras e estruturadores
  • Diligências das operações em estruturação
  • Cronogramas e documentos de contratação

Responsabilidades

  • VolletResponsável principal. Relacionamento, negociação, internalização do conhecimento externo.
  • BrendaDiligência das operações e apoio técnico-operacional ao fechamento.
  • AnalistaControle, organização documental e acompanhamento de marcos.
Por que este desenho A CAPREM seguirá precisando abrir novas estruturas — isso exige dono claro de relacionamento e negociação. Brenda foi posicionada nas diligências por competência comprovada nessa frente. Vollet usa esse pilar para aumentar a maturidade da área e absorver conhecimento externo. O Analista dá a trilha de acompanhamento que mesmo operações novas exigem.
02Fundings Ativos
Documentos · Covenants · Obrigações

Garantir conformidade, organização documental e cumprimento das obrigações dos fundings ativos, com visibilidade clara dos prazos e eventos.

Abrangência

  • CRIs ativos
  • Planos Empresário ativos
  • Envio e controle de documentos
  • Cumprimento de covenants
  • Acompanhamento de prazos, eventos e pendências
  • Interface com os atores das operações ativas

Responsabilidades

  • VolletResponsável estratégico. Escalonamentos, relacionamento institucional e evolução da governança.
  • BrendaRelacionamento com Planos PJ dos bancos e interfaces externas.
  • AnalistaResponsável operacional. Contratos, eventos, marcos, cobranças e evidências dos CRIs.
Por que este desenho Fundings ativos exigem disciplina documental — diferente de diligência de fechamento. O Analista como responsável operacional garante constância e rastreabilidade. Brenda se conecta aos Planos PJ dos bancos por aderência à sua atuação. Vollet supervisiona riscos e amadurecimento da governança.
03Repasses e Caixa
Conversão da carteira em caixa

Transformar a carteira e os desligamentos de obras em entrada efetiva de caixa por meio da condução e conclusão dos repasses de clientes.

Abrangência

  • Pipeline de repasses
  • Interface com bancos
  • Atendimento dos casos de repasse
  • Pendências documentais
  • Propostas e soluções para destravamento
  • Foco especial em obras em desligamento

Responsabilidades

  • BrendaResponsável principal pelo resultado de repasses e relação bancária.
  • AndressaResponsável operacional. Atendimentos, propostas, renegociações e fluxo da ponta.
  • VolletEscalonamento em casos críticos e sensíveis.
  • AnalistaControles, números e acompanhamento do pipeline.
Por que este desenho Foi preciso separar quem responde pelo resultado e quem opera a ponta. Brenda reúne capacidade de resultado e interface bancária. Andressa já atua no tratamento dos casos, propostas e renegociações. Vollet entra onde há necessidade de senioridade e destravamento.
04Saúde dos Clientes
Qualidade do crédito

Aumentar a qualidade do crédito, antecipar riscos da carteira e melhorar a conversão de clientes em soluções financeiras viáveis.

Abrangência

  • Propostas de clientes
  • Renegociação
  • Atendimentos ligados a crédito e repasse
  • Triagem e leitura prática de risco
  • Qualidade documental
  • Preparação do cliente para conversão financeira

Responsabilidades

  • AndressaResponsável operacional. Atendimentos, propostas, renegociações e andamento dos casos.
  • VolletMaturidade do pilar, internalização de método, melhoria de processo.
  • BrendaApoio quando houver impacto direto em repasse ou banco.
  • AnalistaBase de dados e indicadores.
Por que este desenho Crédito não é só análise formal — inclui atendimento, renegociação e preparo para conversão. Andressa está mais próxima dos casos concretos e do cliente. Vollet transforma experiência operacional em aprendizado organizacional. Liga o atendimento da ponta à evolução do método da área.
Visão consolidada

Matriz de responsabilidades

Como as quatro pessoas se distribuem entre os quatro pilares — em papéis complementares, não sobrepostos.

VolletBrendaAnalistaAndressa
Novos FundingsPilar 01 Principal
Relacionamento, negociação, internalização.
Diligência
Condução técnica e documental.
Apoio
Controle, docs, marcos.
Fundings AtivosPilar 02 Estratégico
Escalonamentos, governança.
Relacional
Planos PJ, interfaces externas.
Operacional
Contratos, eventos, covenants.
Repasses e CaixaPilar 03 Escalona
Casos críticos.
Principal
Resultado e relação bancária.
Apoio
Pipeline e controles.
Operacional
Atendimentos, propostas, renegociações.
Saúde dos ClientesPilar 04 Maturidade
Método e aprendizado.
Apoio
Impacto em repasse/banco.
Apoio
Base e indicadores.
Operacional
Condução dos casos.
Principal dono do resultado Estratégico governança e amadurecimento Operacional execução da rotina Apoio contribuição específica
Estrutura do time

Quatro papéis, uma lógica

A distribuição aproveita as forças reais do time, separa responsabilidade estratégica, operacional e de controle, e evita que a área dependa de uma única pessoa.

Vollet

Gerente de Funding
Estratégico, relacional, evolutivo e de destravamento.
  • Evolução da maturidade da área
  • Internalização do conhecimento hoje terceirizado
  • Relacionamento com mercado e parceiros
  • Gestão de pessoas e de processos internos
  • Liderança do Pilar 1 e supervisão estratégica do Pilar 2
  • Escalonamento em diligências e casos sensíveis
  • Desenvolvimento da capacidade futura da área
Vollet não deve ser o operador central de todas as rotinas. Seu maior valor está em amadurecer a área, absorver conhecimento, se relacionar com o mercado e atuar onde a senioridade faz mais diferença.

Brenda

Repasses, bancos e diligência de operações
Resultado, relacionamento bancário e diligência operacional.
  • Repasses como frente de resultado
  • Relacionamento com os Planos PJ dos bancos
  • Diligências de operações novas
  • Apoio relacional nas operações ativas
  • Apoio contingencial ao fluxo operacional quando necessário
Brenda demonstrou força em repasses e diligência. O desenho aproveita essa capacidade sem transformar a função em posição sem foco — o apoio operacional é contingencial, não missão principal.
Nova posição

Analista de Controle e Inteligência de Funding

Dados · Contratos · Governança
Controle, governança e rastreabilidade.
  • Processar os dados dos contratos
  • Manter os controles da área
  • Cobrar eventos, marcos e entregas dos atores envolvidos nos CRIs
  • Atualizar cronogramas, evidências e bases
  • Sustentar os indicadores e a rotina de acompanhamento
A área precisava de uma espinha dorsal de controle. Sem esse papel, seguiria dependente do gerente para consolidar visão, controlar eventos e sustentar a rotina gerencial. Dimensionamento (nível, faixa, requisitos): primeira entrega conjunta com o RH.

Andressa

Atendimento financeiro ao cliente
Execução operacional e atendimento financeiro.
  • Operacionalizar os atendimentos de repasses
  • Conduzir renegociações de clientes
  • Tratar propostas de clientes
  • Apoiar a solução financeira dos casos da ponta
  • Contribuir para a qualidade da carteira e da conversão
Andressa está mais próxima da ponta, dos casos concretos e do cliente. Seu desenho foi orientado à execução operacional e à contribuição direta para conversão, renegociação e saúde da carteira.
Apoios externos e internalização

Uma dependência que encolhe com o tempo

A área nasce reconhecendo três apoios atuais: assessoria especializada em operações, correspondente bancário para análise e enquadramento, e apoio da Controller na construção de controles. Nenhum é permanente por design.

Curto prazo

Usar apoio externo para garantir execução e velocidade, sem criar dívida técnica.

Médio prazo

Absorver método, conhecimento e controles. A inteligência crítica começa a viver dentro da CAPREM.

Longo prazo

Manter apoio externo apenas em operações mais complexas, excepcionais ou estratégicas.

A dependência tem custo relevante e impede que a inteligência crítica fique dentro da empresa. O desenho reconhece a necessidade atual, mas não a assume como modelo permanente.

Rotina de gestão

Disciplina em três cadências

A área ganha previsibilidade com rito. Três instâncias formam a espinha dorsal da gestão.

Semanal · Interno

Comitê de Funding

Acompanhamento dos quatro pilares, definição de prioridades, responsáveis e prazos.

  • Status por pilar
  • Casos em escalonamento
  • Prioridades da semana
Mensal · Diretoria

Relatório de Funding

Leitura executiva nos quatro pilares, com fechamento de riscos, decisões e maturidade.

  • Novos fundings
  • Fundings ativos
  • Repasses e caixa
  • Saúde da carteira
  • Riscos · Decisões · Internalização
Periódico · Controller

Integração técnica

Fortalecimento de controles, consistência das bases e melhoria dos indicadores.

  • Robustez das fontes
  • Rastreabilidade
  • Credibilidade dos números
Indicadores gerenciais

O que medir — antes do quanto

Cada pilar terá indicadores próprios, mais um bloco transversal de maturidade. O quadro define o que será medido — baseline e metas são entregáveis do roadmap.

Sobre baseline e metas. A coleta estruturada de dados é um dos primeiros entregáveis da área (Fases 2 e 3 do roadmap). Nos primeiros meses, o indicador mais ativo será o de maturidade: quantos controles já existem formalizados.

Novos Fundings

Medem capacidade de estruturação, velocidade, custo e progresso da internalização.
  • Operações em estruturação
  • Valor potencial em estruturação
  • Prazo médio de contratação
  • Custo externo por operação
  • Participação interna nas etapas

Fundings Ativos

Medem governança, conformidade e risco operacional das estruturas ativas.
  • Obrigações em dia (%)
  • Pendências críticas por operação
  • Documentos pendentes
  • Temas sensíveis ou em escalonamento
  • Situação dos covenants por operação

Repasses e Caixa

Conectam o trabalho da área à entrada efetiva de caixa e permitem atacar gargalos.
  • Valor repassado no mês
  • Repasses concluídos
  • Pipeline financeiro
  • Tempo médio de repasse
  • Principais causas de atraso
  • Valor em risco por atraso

Saúde dos Clientes

Qualidade da carteira, eficiência do atendimento e potencial de conversão.
  • Atendimentos e propostas tratadas
  • Prazo médio de análise
  • Casos com documentação completa
  • Motivos de pendência ou renegociação
  • Taxa de conversão por perfil

Maturidade da Área

Evolução de capacidade e amadurecimento organizacional.
  • Controles formalizados
  • Padronização de processos
  • Participação interna em atividades terceirizadas
  • Qualidade do relatório mensal
  • Integração com a Controller
Roadmap de implantação

Cinco fases, uma trilha contínua

A formalização é a linha de partida. O roadmap organiza as entregas em cinco fases encadeadas com marcos concretos.

A coleta e emissão de indicadores é um dos entregáveis estruturantes deste roadmap — o que explica por que o documento não apresenta baseline numérico hoje. A produção de dados confiáveis é condição de partida, não consequência tardia.
Fase 01 · 0-30 dias

Fundação

  • Formalização da área e papéis
  • Abertura da vaga do Analista
  • Mapa "as-is" de cada pilar
  • Inventário de controles dispersos
  • Fronteiras com áreas de interface
Fase 02 · 30-90 dias

Estruturação

  • Onboarding do Analista
  • Definição técnica dos indicadores
  • Template do relatório mensal
  • Comitê semanal em regime
  • Mapa de covenants e obrigações
  • Levantamento do custo externo
Fase 03 · 90-180 dias

Primeiros ciclos

  • Primeiro relatório mensal entregue
  • Baseline dos indicadores operacionais
  • Primeiras hipóteses de meta à Diretoria
  • Quick wins mensuráveis
Fase 04 · 6-12 meses

Regime

  • Indicadores com metas formalizadas
  • Início da internalização efetiva
  • Matriz de risco da área
  • Revisão de ferramentas
Fase 05 · 12+ meses

Maturidade

  • Melhoria contínua
  • Internalização em regime
  • Revisão do desenho organizacional
Encaminhamentos

O que pedimos à Diretoria. O que combinamos com o RH.

Dois conjuntos de ações: decisões institucionais da Diretoria e execuções práticas com o RH. A separação garante que cada conversa saia com dono e prazo.

Decisões · Diretoria

Validações que formalizam a área.
  1. Reconhecimento formal da nova missão da área de Funding.
  2. Validação dos quatro pilares como estrutura organizadora.
  3. Validação das responsabilidades de Vollet, Brenda, Andressa e do novo Analista.
  4. Autorização da rotina oficial de comitê semanal e relatório mensal.
  5. Reconhecimento da diretriz de internalização progressiva.
  6. Endosso ao alinhamento com áreas de interface para preservação do escopo.

Execuções · RH

Ações práticas que decorrem das validações.
  1. Recrutamento e seleção da nova posição de Analista de Controle e Inteligência de Funding.
  2. Publicação do organograma da área e linhas de reporte.
  3. Ajuste na cadeia de avaliação e PDI dos integrantes do time à luz dos novos escopos.
Conclusão

Organizar melhor a área, preservar o foco, melhorar resultado no presente e construir capacidade própria para o futuro.

A nova área de Funding será formalizada como uma área enxuta, estratégica e disciplinadora, focada em caixa, crédito, repasses e governança das estruturas financeiras da companhia. O desenho dá clareza de papéis, protege o foco da equipe, melhora a previsibilidade de caixa, fortalece a gestão dos fundings ativos, eleva a qualidade da carteira, reduz a dependência externa e sustenta o crescimento da CAPREM com maior maturidade financeira e operacional.

CAPREM Construtora · Área de Funding16.04.2026